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Pedágio no Paraná: Ratinho Junior explica sobre manutenção e atendimentos em rodovias após fim das concessões

A 10 dias do fim das concessões de pedágio no Paraná, o governador Ratinho Junior (PSD) explicou, em entrevista à RPC, como ficarão os serviços de manutenção e atendimento em rodovias no estado. Os atuais contratos não serão renovados, e as cancelas

Publicada em 17/11/21 às 18:57h - 1visualizações

por Agro Regional - Noticias Agrícolas


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Segundo o governador, o investimento por parte do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) em manutenção de rodovias será de R$ 70 milhões. Já nas rodovias federais, conforme ele, o investimento da União será de R$ 220 milhões. Os serviços estão em fase de licitação.

A manutenção e os atendimentos a acidentes serão de responsabilidade dos governos até que ocorra o leilão dos lotes e sejam fechados os contratos de concessão pelo período de 30 anos. O governador diz acreditar que essa responsabilidade deverá ser de 12 a 14 meses.

Ratinho Junior afirmou que vai “turbinar” os repasses aos consórcios intermunicipais de saúde para que o atendimento médico seja feito nas rodovias.

“São 25 pontos mais críticos de acidentes no nosso estado. Nesses pontos teremos ampliação [do atendimento]”, disse. Ele estima reforço de 20 a 30 ambulâncias para o serviço.

Outro serviço atualmente comandado pelas concessionárias nas rodovias é o de guincho. Para isso, o governador explicou que está fazendo parceria com a iniciativa privada e a Polícia Rodoviária Estadual (PRE). Militares da reserva serão chamados para reforçar esses atendimentos.

“É uma união de esforços dos setores público e privado nesse período de um ano para ter atendimento meramente razoável até que as concessionárias cheguem”, afirmou Ratinho Junior.

Em relação às novas tarifas, após o leilão dos lotes, o governador disse que os cálculos apontam preços abaixo dos praticados atualmente.

“Vai ter preço muito menor que o existente. Reduzir pelo menos 50%. Essa vai ser uma média em todo o estado”, apontou.

Ele explicou que ao longo de mais de duas décadas das atuais concessões, o pedágio foi muito lesivo aos paranaenses. “Eu poderia prorrogar esses contratos, mas não seria justo com os paranaenses manter um contrato que por 24 anos fez um mal ao nosso estado. É preferível abrir as cancelas”, disse. 

Pacote de concessão

O pacote é formado por rodovias estaduais e federais. São 2,3 mil quilômetros das concessões atuais, que terminam ao fim de novembro, e 1 mil quilômetros de novas concessões. Serão criadas 15 novas praças de pedágio no estado.

Os novos contratos de pedágio vão ser divididos em seis lotes, que vão a leilão separadamente. A decisão de cada um dos lotes será feita por disputa livre na bolsa de valores.

A perspectiva é que o pregão ocorra em 2022, com assinatura do contrato no último trimestre do ano. Vencem os lotes as empresas que oferecerem os maiores descontos nas tarifas.

Entre as obras previstas no pacote, estão a duplicação de quase 1,8 mil quilômetros e a instalação de rede de internet wi-fi em todos os trechos de concessão.

O modelo também prevê a construção de 10 contornos urbanos e faixas adicionais em rodovias já duplicadas, terceiras faixas, além de câmeras de monitoramento e iluminação em LED.

A maior parte das obras devem acontecer nos primeiros sete anos de concessão. Os novos contratos devem valer por 30 anos.

Os contratos da Econorte, Viapar e Ecocataratas terminam à meia-noite de 26 de novembro, enquanto os contratos da Caminhos do Paraná, Rodonorte e Ecovia terminam no dia seguinte, à meia-noite de 27 de novembro.




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